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Seletivas
para os Jogos Pan-americanos causam polemica novamente
Em
tempos de escolha da seleção brasileira sempre ha discordâncias,
é impossível que o critério adotado agrade a gregos e troianos,
ou neste caso a brasileiros e europeus.
Não
esta sendo diferente para a escolha do time que representara
o Brasil nos jogos Pan-americanos de Santo Domingo, os recém
divulgados critérios já causam acaloradas discussões.
O
Brasil é dono de uma certa tradição nestes jogos, somos
4 vezes medalha de ouro, nem sempre com os melhores conjuntos
nas equipes, mas foram bons times, cumpriram com louvor
a missão.
Porem,
este ano o cenário é outro. Ha também as vagas para a olimpíada
em jogo. Eua e Canadá que normalmente não dão muita importância
aos Jogos Pan-americanos, e ha muito tempo não mandam
seu primeiro time, estarão juntamente com o Brasil e México
competindo por uma vaga nas olimpíadas. Apenas as equipes
medalha de ouro e prata terão participação garantida nos
jogos olímpicos de Atenas.
Acredito
que apesar da Republica Dominicana não ser um lugar ideal
para se levar um cavalo importante, desta vez os principais
conjuntos das américas estarão realmente interessados em
vencer os jogos, as equipes devem vir com todos os reforços
pois ha muito em jogo. Temos que montar a melhor seleção
para encará-los a altura.
E
notório que esta gestão da confederação brasileira melhorou
os critério em relação a transparência, dois conjuntos serão
escolhidos no Brasil por critérios objetivos, ha muito tempo
isto não ocorria, os critério adotados eram subjetivos,
não havia um regra clara para decidir quem iria participar
da equipe. Isto é um progresso, mas é pouco.
Infelizmente
discordo com vários aspectos do critério de seleção. Primeiro
o numero de seletivas estipulado é exageradamente extenso,
serão 5 concursos , num período relativamente curto que
deixarão os cavalos esgotados não havendo tempo suficiente
para recuperação antes do Pan-americano. Os cavalos devem
ser preparados para atingir o ápice de sua forma física
e técnica na competição mais importante, não podemos exauri-los
em seletivas intermináveis. Este era um dos problemas das
equipes americanas, os americanos degladiavam-se em inúmeras
seletivas e destruíam os cavalos fisicamente antes da competição.
Eles já perceberam...
As
seletivas deveriam ser apenas 3, sugiro os concursos que
tem as melhores pistas de areia, pois é o tipo de piso que
os cavalos saltarão em Santo Domingo. Os torneios de Curitiba,
Clube Hípico de Santo Amaro (SP) e o brasileiro de Seniors
Top no Rio seriam suficiente.
Não
concordo também com o critério de classificar automaticamente
o campeão brasileiro de seniors para a equipe, ele deveria
ter um peso maior na contagem de pontos, mas não podemos
correr o risco de levar um conjunto que tenha tido apenas
um final de semana de feliz inspiração.
Apesar
de causar muita controvérsia no Brasil o fato de destinar
3 vagas para os chamados europeus ou seja, os brasileiros
que treinam na Europa, esta absolutamente certo. É flagrante
que os melhores conjuntos estão fora do Brasil. Ainda ha
muita diferença no nível de provas aqui da Europa, é muito
mais competitivo, muito mais difícil, não da para comparar.
Estamos no centro mundial do esporte hípico, aqui estão
os melhores conjuntos, os brasileiros estão competindo,
acostumados a este nível de exigência.
Muitos
não concordam mas, o cavaleiro que não passou ainda uma
temporada no velho continente saltando o circuito de provas
importantes não deveria criticar a destinação de 3 vagas
para os que vivem na Europa, é preciso conhecer de perto
para saber o tamanho da diferença técnica entre Brasil e
Europa.
Espero
que o melhor time seja montado, espero que Rodrigo Pessoa
sinta confiança e se junte a equipe brasileira ,pois não
podemos correr o risco de não participarmos dos jogos olímpicos
de Atenas.
Revista Horse
(Abril)
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